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RH estratégico: o que é e qual a sua importância para as empresas?

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O RH estratégico vai muito além das rotinas de departamento pessoal. Suas ações impactam toda a firma. Em geral, o setor trabalha com métricas, metas desafiadoras, planos de ação e tecnologia de ponta. Assim, pode atingir uma ótima performance.

Arquitetar uma gestão de pessoas estratégica não acontece do dia para a noite, pois é um processo que depende de todos na empresa (a partir do CEO). É preciso mudar a forma como os colaboradores são vistas: de simples recursos para agendes de mudança.

Apesar de desafiador, vale a pena fazer essa migração e construir um RH estratégico. Nós reunimos tudo o que precisa saber do assunto e esclarecemos sua importância. Acompanhe!

Maior atração de profissionais talentosos

Em nível mundial, 38% dos empregadores confirmam ter dificuldades em preencher postos de trabalho. No Brasil esse problema é ainda maior, pois foi classificado como um dos 5 piores países para encontrar mão de obra qualificada.

É possível ver os efeitos disso na prática. Cargos mais técnicos demoram alguns meses para ser ocupados, especialmente quando não se têm boas tecnologias de contratação. O RH estratégico pode mudar isso. Afinal, está focado na atração de talentos.

A atração é um processo contínuo, em que se busca construir uma marca atraente aos profissionais (employer branding) e manter um bom relacionamento com o mercado de trabalho. Logo, a empresa será um verdadeiro ímã de gente acima da média.

Redução no número de erros e conflitos interpessoais

A comunicação é essencial às rotinas de trabalho. Quando há diálogo, algo pode dar errado. Agora, quando não há diálogo, é quase certo que algo de errado vá acontecer. Em razão disso, é preciso ter uma preocupação extra com a comunicação interna.

Empresas que não veem as pessoas de forma estratégica pouco se preocupam com esse quesito. Acreditam que um simples mural de recados ou uma reunião mensal é o suficiente — mas não. Por isso, os erros e conflitos se proliferam no trabalho.

O RH estratégico investe efetivamente em comunicação interna, eliminando possíveis problemas ao alinhar a equipe. Esse setor investe na aquisição de novos canais de comunicação e no estímulo da alta liderança (afinal, o bom diálogo parte do topo).

Prevenção de climas tóxicos e inapropriados

Uma das priores coisas é trabalhar em uma empresa que apresenta clima “tóxico”. Ele é tão nocivo que afeta o comprometimento dos melhores profissionais e torna-se nítido até para quem está fora da empresa (clientes e fornecedores, por exemplo).

O RH estratégico entende muito a importância de uma “atmosfera” saudável ao trabalho. Por isso, empenha-se na criação de um clima de bem-estar e transparência. Isso pode ser arquitetado por meio de boas políticas e práticas de gestão de pessoas.

A política de portas abertas, na qual qualquer pessoa pode entrar na sala do seu superior imediato (para trocar ideias, por exemplo), ajuda a estabelecer confiança e inovação. Já o modelo de gestão à vista contribui para agregar transparência.

Tomada de decisões mais acertadas

Boa parte do sucesso das organizações é proveniente de escolhas orientadas. Líderes que decidem o que fazer e, no final das contas, percebem que estavam certos. Mas isso não pode ficar por conta do acaso, pois decidir bem não é questão de “achismo”.

O RH estratégico sabe disso. Por essa razão, costuma levantar uma série de dados e informações que revelem a performance dos colaboradores. Para tanto, contam com bons indicadores, como o turnover, além de boas métricas de desempenho.

Quanto maior o número de informações, mais fácil será analisar o estado atual das coisas e planejar o futuro, assim como decidir com acerto. A gestão estratégica não tem como base o “eu acho”, mas, sim, dados que revelem o status quo.

Aumento da competitividade no mercado

Empresas que investem no bem-estar dos seus empregados são, em média, 86% mais produtivas — isto é, conseguem fazer mais com menos. Elas entregam resultados fora do lugar-comum com a mesma base de recursos, tornando-as mais competitivas.

Em um mercado saturado e que passa por uma forte transição digital, ter competitividade é um quesito básico para sobreviver. Cada empregado, da base até o topo, deve entender muito bem isso e se comprometer com a alta performance.

Quando o RH enxerga as pessoas de forma estratégica, é muito mais provável que isso aconteça. Isso porque os colaboradores se sentem valorizados, acreditam que fazem parte de algo grande e que podem contribuir verdadeiramente para o sucesso nos negócios.

Redução da rotatividade de profissionais

Atrair gente talentosa é o começo. Porém, não é o suficiente. Algumas empresas que são excelentes na atração têm sérios problemas com a retenção, ou seja, seus melhores profissionais logo pedem demissão e partem para a concorrência.

Os motivos podem ser diversos. Por exemplo, a existência de um péssimo clima de trabalho ou a falta de uma comunicação de qualidade. O RH estratégico costuma se debruçar sobre o índice de rotatividade para entender a causa-raiz do problema.

O fato é que empresas com o modelo de gestão estratégica de pessoas apresentam menores índices de rotatividade. Seus profissionais talentosos são recompensados (em termos de carreira e salário), o que gera entusiasmo e aderência ao trabalho.

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Melhor desempenho econômico

Muitos gestores veem o RH estratégico como um custo a mais, mas o que acontece é justamente o oposto. Pense em quanto dinheiro é possível economizar com a redução da rotatividade, com a eliminação dos erros e conflitos ao longo do expediente.

A gestão estratégica de pessoas também aumenta a produtividade e gera economia em escala. Os colaboradores tornam-se mais alinhados, comprometidos, entusiasmados e desenvolvem um maior espírito de equipe.

Veja que, por um lado, há a redução de custos operacionais. Por outro, há o aumento da produtividade e ganhos em escala. Não é difícil concluir que o RH estratégico contribui para o melhor desempenho econômico, tornando a empresa mais lucrativa.

Enfim, os benefícios são diversos. Mas é preciso estar atento e lembrar que o próprio RH passa por uma transformação digital. É preciso redesenhar os processos com tecnologias de ponta. O recrutamento e seleção, por exemplo, pode ser aprimorado com modernos bancos de vagas, como o Burh.

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