Não há como negar que o setor de Recursos Humanos atua estrategicamente nas organizações hoje em dia. A gestão do bem mais importante da empresa, o capital intelectual, está nas mãos desses profissionais. Porém, existem erros de RH que podem levar para um caminho inverso ao desejado.

É preciso ter em mente que a construção de uma empresa sólida e produtiva passa por esse setor. Se os principais responsáveis pela gestão de pessoas não executam corretamente suas obrigações, como esperar que os demais colaboradores se sintam motivados para buscarem a excelência?

Então, nada mais justo que dedicar um post só para explicar os principais erros do RH, não é mesmo? Fique atento para não correr o risco de cometer as mesmas falhas!

1. Má execução do processo de integração

Qualquer profissional do RH sabe o quanto é difícil realizar um processo de recrutamento e seleção eficiente. Encontrar o melhor talento e garantir que ele se desenvolva na empresa, então, nem se fala. Porém, entre a contratação e o sucesso, há um ponto negligenciado por muitos: o processo de integração.

Esse é o momento crucial para o novo colaborador entender a cultura organizacional, sentir-se bem recebido pela equipe, sanar dúvidas e realizar treinamentos que permitam o bom desempenho da função. Entregar o uniforme e pedir para assinar o contrato não faz parte do processo de integração, ao contrário do que muitos pensam.

2. Abandono dos indicadores

Os indicadores existem para serem usados, e não para dificultarem a vida do RH. Para desenvolver planos de ação e corrigir falhas, é necessário, primeiro, entender qual é a origem do problema. Apostar na sorte e implementar várias medidas sem se basear em dados confiáveis é perda de tempo e dinheiro.

Outro problema relacionado ao indicador está na interpretação. Imagine que o turnover da empresa está elevado. O primeiro pensamento que vem à cabeça é culpar o gestor. Mas pode ser que a falha esteja no processo de seleção, na falta de treinamento, na comunicação ineficiente ou na gestão de benefícios.

3. Problemas de comunicação

Embora tenha aparecido no tópico anterior, é importante dedicar um espaço só para falar da comunicação ineficiente. Sabe aquele gestor que fala alto para impor respeito? Ou aquele que fica esperando atitude dos colaboradores, mas não sabe dar um feedback? Isso indica problemas de diálogo, mas poucos líderes percebem esse erro.

E o RH acaba entrando como aliado dos gestores nesse ponto. Quando não são realizadas pesquisas de clima, avaliações de desempenho, reuniões e demais tipos de ações que permitam identificar os pontos a serem melhorados, nenhuma equipe se desenvolve bem!

4. Pressa para contratar

Quando um colaborador se desliga da empresa, alguém tem que assumir a responsabilidade da função enquanto outra pessoa não é integrada. Para evitar que um funcionário fique sobrecarregado e a organização tenha queda de produção, a solução encontrada pelo RH, normalmente, é contratar o mais rápido possível.

Porém, pular as etapas do processo de seleção é assinar o atestado de fracasso. As entrevistas, dinâmicas de grupo, cartas de referência e triagem de currículo são passos fundamentais. Como consequência, o turnover da empresa cresce, aumentam os conflitos internos e a produtividade do grupo cai.

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5. Falta de avaliação de desempenho

Muitas empresas não têm um instrumento para avaliar o desempenho dos colaboradores. Como exigir, então, que eles produzam mais e melhorem os indicadores? Se eles não souberem quais são os pontos fracos, não têm como corrigir suas falhas.

A mesma lógica se aplica para os treinamentos. Quando as competências não são mapeadas com o auxílio dessa ferramenta, as capacitações apenas são realizadas com o objetivo de o RH mostrar serviço. Certamente, o resultado será desastroso.

6. Negligência com os exames ocupacionais

Por serem de responsabilidade da empresa, os exames ocupacionais representam um custo com o funcionário. Eles devem ser realizados nos seguintes momentos: admissão, demissão, retorno ao trabalho (afastamento ou licença maternidade), periodicamente e nas mudanças de função.

Os maiores erros se dividem entre falta de exame e arquivamento incorreto. Após a avaliação, é emitido o Atestado de Saúde Ocupacional (ASO). Esse documento é sujeito à fiscalização. Evitar multas e processos trabalhistas é uma das principais funções do RH. Não vá esquecer! O barato (deixar de oferecer o exame) pode sair caro.

7. Elaboração de metas impraticáveis

Não se assuste. Estabelecer metas é uma ótima prática de RH. O problema está nos objetivos que se pretende atingir. Pedir para a equipe alcançar algo impossível terá um efeito reverso e diminuirá a motivação. Lembre-se de que algumas tarefas requerem treinamento. É preciso atentar às competências do grupo nesse momento.

É só se colocar no lugar do colaborador para entender esse erro. Imagine que você quer crescer na empresa, mostrar seu potencial e destacar-se diante dos colegas. Porém, seu gestor pediu para aumentar a produção em x%, mas não liberou o aumento do estoque. Como resultado, o líder vai perder a confiança e as metas serão ignoradas.

8. Administração incorreta do banco de horas

Para quem entende da legislação, o banco de horas pode ser um pesadelo. Isso porque a empresa pode estar sujeita à multa ou, até mesmo, a processos trabalhistas quando não administra corretamente a jornada do funcionário. Não podemos ignorar também a sobrecarga de trabalho e a queda de produtividade.

Por isso, não caia na tentação de controlar o banco de horas apenas mensalmente, pensando que é mais fácil. Essa deve ser uma atividade diária para agir de forma preventiva e corrigir de imediato os erros encontrados. Observe sempre, por exemplo, se são os mesmos colaboradores que estão fazendo hora extra.

Sendo assim, não é exagero falar que a ação desse setor impacta em todo o restante da empresa. Para evitar cometer essas falhas, o nosso conselho é que você comece a planejar melhor suas atividades, estabelecendo prioridades. Além disso, é importante oferecer e estar disponível para feedbacks. Esse é o caminho!

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