A gestão de pessoas é, certamente, um dos maiores desafios de uma empresa — e não é para menos, não é mesmo? Nosso país é repleto de diferenças e diversidades que obrigaram os líderes a se adaptarem a cada pessoa. Para lidar com essa realidade, nada melhor do que os indicadores de RH.

Medir resultados é indispensável para entender se a estratégia usada para o gerenciamento de equipes é a ideal e é crucial, também, para identificar o que precisa ser mudado. Lembre-se que o capital intelectual é o principal responsável pelo sucesso de uma organização: sem pessoas, não há empresa!

Os indicadores têm muito a dizer sobre sua liderança. Por isso, listamos os 7 principais para quem tem a grande missão de desenvolver pessoas! Vamos a eles?

1. Indicador de absenteísmo

Absenteísmo pode ser definido como prática habitual de não comparecer, abandonar o cumprimento de deveres e funções. Esse é um indicador muito importante para a empresa, pois ajuda a entender o motivo de a sua equipe se ausentar com tanta frequência e em determinado período.

Seja por motivos pessoais ou de saúde, a falta de um colaborador prejudica a eficiência do grupo, gera custos para a organização, interfere no clima organizacional, provoca falhas no atendimento ao cliente e traz uma série de outros problemas.

Os motivos que levam o colaborador a isso podem ser vários: liderança deficiente, falta de treinamentos, desmotivação, conflitos na equipe, doenças ocupacionais, falta de benefícios e sobrecarga de trabalho, por exemplo.

2. Indicador de competências

Saber se uma pessoa é capaz de executar bem uma atividade é um grande diferencial na gestão de pessoas. Isso porque alocar um funcionário em uma função que não é o seu forte pode causar desmotivação, queda de produtividade e até mesmo o turnover.

O indicador de competências apoia, também, o processo de recrutamento e seleção, uma vez que identifica se o candidato é a melhor opção para ocupar o cargo ou não. É sempre bom lembrar que os profissionais devem ter habilidades complementares. Montar um time só com pessoas iguais não vai fazer a empresa crescer.

As informações quantitativas sobre o estado de competência do negócio fornecem material para a elaboração de treinamento, de contratação, de remuneração, de realocação horizontal e vertical, de demissão e muito mais.

3. Indicador de treinamento

Já citamos o treinamento aqui algumas vezes. Por ser tão essencial para a gestão de RH, nada mais justo do que ter um indicador só para ele, não é mesmo? Afinal, como saber se o dinheiro investido em capacitação está alcançando o retorno esperado?

Imagino que em sua gestão você utilize os treinamentos para atrair e reter talentos. Certamente, a melhoria no atendimento ao consumidor e do produto final também estão sempre na sua mira. Se as métricas não forem utilizadas, não tem como saber se o sucesso está a caminho.

Além da parte quantitativa, preocupe-se também com o lado qualitativo. Mesmo que os números indiquem uma melhoria do desempenho, não dispense aquele feedback após um curso. Lembre-se que sua equipe só vai buscar a melhoria contínua se seu líder também estiver nessa direção.

4. Indicador de cultura organizacional

Para quem não sabe, a cultura organizacional é a identidade de uma empresa. Os valores, a missão e a visão são a base de orientação para os colaboradores.

Cada organização tem seus princípios, e cada profissional vai reagir de maneira diferente a essa identidade. Embora seja não seja algo palpável, ela é passível de mensuração, principalmente se for levar em consideração seus os efeitos e consequências.

Entender o nível de satisfação do grupo em relação à cultura não só contribui para adotar medidas que a fortaleçam, mas também ajuda a atrair e a reter talentos — esse é um diferencial e tanto no mercado!

5. Indicador de turnover

Se você não acompanha a taxa de absenteísmo, dificilmente está atento ao turnover. O grande número de faltas em certo período indica que a gestão não está adequada e que a empresa está prestes a perder um talento. É justamente sobre a relação entre admissão e demissão que esse indicador se trata.

De fato, manter a organização atrativa, o tempo todo, é uma tarefa árdua. São muitas as atividades por trás de um empreendimento de sucesso no quesito administração de recursos humanos — e o papel do líder é garantir que essa taxa seja a menor possível.

Somente será capaz de alcançar essa façanha aquele gestor que souber analisar os números, entender os motivos que levam um profissional a deixar sua empresa e, então, traçar estratégias para mudar essa realidade.

6. Indicador de produtividade

Caso algum dia você se deparar com um gestor falando que a produtividade não é importante, desconfie! Garantir que os colaboradores sejam capazes de produzir mais em um menor tempo, dentro dos padrões de qualidade, é praticamente a razão de ser de um líder!

E não teria como ser diferente. Esse indicador reflete diretamente nos custos de produção, na satisfação do consumidor, no retrabalho, na gestão de estoque e muito mais. A produtividade revela mais da sua empresa do que você pode imaginar!

Negligenciar esse indicador faz mal para qualquer bolso. Por isso, quando houver queda de rendimento dos funcionários, não deixe de observar os procedimentos, analisar se a comunicação está clara, avaliar se todos estão capacitados para realizar as atividades e elaborar planos de ação.

7. Indicador de headcount

Traduzindo o termo em inglês para a nossa língua, temos o indicador de “contagem de cabeças”. Esse índice representa a quantidade de colaboradores da sua empresa. Pode parecer algo irrelevante, mas não é. Todo gestor de RH precisa saber se o número de pessoas está crescendo de forma constante e saudável.

Com a contagem em mãos, o gestor deve analisar se o quadro de profissionais atende às demandas internas e, consequentemente, se há a necessidade de contratar ou demitir pessoas.

Outro benefício do headcount é a informação detalhada a respeito dos setores com maior representatividade na folha de pagamento e onde estão os profissionais mais caros. É simples e eficaz!

Mostramos aqui as principais métricas para conduzir uma equipe. Quer saber qual é o mais importante? A resposta é simples: depende do momento da empresa. Quando o turnover estiver prejudicando o desenvolvimento e a lucratividade, é ela que vai precisar de mais atenção — essa regra se aplica a cada um dos 7 índices mostrados!

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