O fim do seu emprego

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Descubra a forma para proteger o seu emprego e os empregos de centenas de pessoas que estão nas suas mãos, apenas observando alguns princípios básicos, sem modificar drasticamente a sua rotina ou a da empresa.

Einstein escreveu uma vez em seu diário que tinha resolvido pedir demissão do seu cargo em berlin e que seria uma “ave migratória para o resto da vida”. isso aconteceu incrivelmente em 1931, logo após a revolução industrial que modificou toda a forma de trabalho para chegar nos moldes que conhecemos hoje. portanto, naquela época, o gênio já dava sinais de insatisfação com esse molde de trabalho, que visa a rotina, o local de trabalho fixo e a mesmice.

Pois bem, estamos chegando em 2020 e ainda este sistema de trabalho vive e está enraizado em nossa cultura como se sempre existisse, ou seja, como se sempre fosse assim. mas hoje existem muitas pessoas, como einstein, que não concordam e não conseguem se adequar a essa forma de trabalho antiquada e muitos são recriminados por isso, ou seja, querer ter uma qualidade de vida e tratar o trabalho como algo prazeroso é proibido.

Hoje, ouve-se muito que as empresas não acham pessoas com o perfil para ocupar as suas vagas, ou que “essa nova geração” não quer saber de trabalho… mas, será que não é a empresa que está implementando ou o responsável pela contratação que está com esse sistema de trabalho ultrapassado no seu inconsciente? será que, implementando um conceito simples, que nem muda drasticamente a rotina não trará felicidade para o ambiente de trabalho? será que o responsável pelo departamento de rh da empresa não enxerga que centenas de empregos estão na sua mão? inclusive o próprio?

Represa vazia

O líder de rh, muitas vezes acomodado, pode dizer que o sistema atual sempre funcionou e os resultados sempre foram satisfatórios… bom, os resultados podem ter sido satisfatórios em épocas de bonança, quando a economia está bem e mercado consumidor bombando. isso faz com que se escondam os erros de gestão, fraudes, conceitos antigos e outras falhas de uma empresa, pois mesmo comentando muitos erros, sobra dinheiro no caixa.

Imagine, agora, uma represa em época de chuva… visualize o horizonte dessa represa… é lindo! a água parece um tapete espelhado…

Agora, imagine essa mesma represa, em época de falta de chuvas, ou seja, não entra mais água mas continua saindo. como é o horizonte dessa represa agora?

Com certeza, aparecerá no horizonte restos de cercas, lixo, carros jogados e outras tralhas…

É isso que estamos vivenciando hoje… uma crise, que faz com que empresas que eram  lindas se tornem represas vazias.

Não é novidade

O ditado diz: “errar uma vez é humano, errar na mesma coisa novamente é burrice”.

o brasil era um país fechado para o comércio exterior, empresas brasileiras reinavam sem a concorrência externa e faturavam horrores, mappin, mesbla e diversas outras dominavam o mercado, até que o brasil abriu as portas da importação.

A empresa que não melhorou sua gestão, não procurou incentivar seus funcionários a mudar a cultura de trabalho antiquada morreu… mappin e mesbla morreram e milhares de empregos desapareceram.

Responsabilidade

Assim, o líder de rh tem em seu ombro uma grande responsabilidade em tempos de crise, incentivar os funcionários para que fiquem sempre motivados, e nos tempos de hoje, para os perfis “da nova geração” somente foto na parede de “funcionário do mês” não vai gerar resultado.

Assim, deve ser pensado em como estimular o batimento de novas metas e corrigir as falhas e isso com pessoas que pensam diferente de 30 anos atrás e que querem coisas novas, pois senão será o fim do emprego de centenas de pessoas e também o fim do emprego do líder do rh.

Um toque moderno

Bom, todo líder de rh sabe que um programa de incentivo é necessário para fazer um colaborador se engajar no cumprimento de novas metas para conseguir atravessar uma crise.

Mas, como o próprio einstein disse, não espere resultado diferente fazendo sempre a mesma coisa. na crise o líder de rh deve pensar fora da caixa.

Uma opção é o incentivo baseado em gamificação, onde iniciativas são criadas e repassadas aos colaboradores como se fosse um jogo. dessa forma, as metas são como etapas a serem cumpridas, mas como todo jogo, quando uma etapa é cumprida o jogador deve ser recompensado e hoje as pessoas “da nova geração” não se contentam mais somente com o tapinha nas costas.

Elas querem experiências únicas, recompensas relevantes e reconhecimento de seus superiores como um café com os líderes da empresa, entre outros.

Assim, o líder de rh deve considerar os funcionários como membros de uma comunidade e servir para essas pessoas como um “porto seguro” onde eles possam confiar que ele está fazendo de tudo para que tenham o que desejam como segurança, qualidade de vida no trabalho, conhecimento e reconhecimento, pois esses membros tem certeza que ele busca a melhor ferramenta para incentivá-los.

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